quarta-feira, 9 de julho de 2008

Family Stuff!


Então, estava pensando [a um minuto atrás] no que escrever pra tirar a poeira daqui. E pensei em alguma coisa que está acontecendo agora. Mas não agora no mundo, porque sobre o mundo eu só sei que o aquecimento global ainda acontece. Mas agora na my life. E nada mais conveniente do que falar em família.

Família, família... para muitos é a base de toda formação pessoal, casa de parente é como se fosse a própria casa etc etc. Mas pros que não tiveram a chance de conviver com a família fora mãe-pai-irmãos, pode parecer estranho falar de família. Pois bem. Não sei da família dos outros, mas da minha sei o que importa. A mais de dez anos, no túnel do tempo, pelo que conta a mãe, lá estava eu indo pro outro lado do país. Juro juro que não lembro de nada do passado muito distante, só no máximo a uns poucos anos! Mas era isso, mãe-pai-irmãos-cunhado&família! Era até estranho as vezes pensar que existia família além! Maaaaaaaaaaaas, desde que a vida resolveu dar uma revira-volta de mundo e fuso, os seres familiares ficaram diferentes! Agora tem tias, tios, primos, padrinhos, primos de outros graus! Num susto, BUM! Agora somos muitos! Mas o incrível mesmo mesmo, no que eu estava pensando quando escolhi escrever sobre isso, é que mesmo não lembrando de tê-los visto em alguma infância, no fundo no fundo, é totalmente especial e diferente uma life com família! É muito mais fácil feliz e saltitante!

Então, parentes, ai lovo vocês!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

terça-feira, 29 de abril de 2008

Banheiros do Japão

Banheiros e cozinhas são cômodos que me fascinam, seja aqui, no Brasil ou no The Sims! Os banheiros aqui são um caso a parte, começando pelo das nossas próprias casas! Primeiro que o vaso sanitário é separado do chuveiro, em caso de alguém tiver uma caganeira enquanto outro está tomando banho. E segundo que praticamente todos os vasos vêm com a tampa aquecida por causa do inverno e mil botões que jogam água, controlam temperatura e, os mais mais tocam musiquinha e tudo!

Um exemplo é esse controle, que eu nunca vi ao vivo, mas no banheiro do aeroporto tinha um parecido, cheio de botões misteriosos!

E uma curiosidade limpinha e outra prática/econômica. O papel higiênico vai ralo a baixo, ou seja, você não fica guardando papel com shit e espera jogar fora! É genial!! E a econômica é que em alguns vasos vem com a pia embutida (foto), quando dá descarga, sai água e você aproveita e lava a mão, e essa água vai ser usada na próxima descarga, o que não deixa desperdiçar! É bom também porque as casas aqui enormementes que são não se dão o luxo de ter espaço para as pias...

Já os banheiros públicos tradicionais são meio estranhos, é como um vaso no chão pra evitar o contato com o traseiro, chamado de japanese style. Imaginem o quanto é confortável a situação. Sorte que os banheiros decentes estão aparecendo mais! Assim como os produtos para tornar esse momento igualmente higiênico.

Já se foi a época em que se forrava o vaso dos banheiros públicos com papel pra poder sentar com tranqüilidade, agora existem os papeis próprios para isso, com o formato certinho do vaso para poupar trabalho, ou até o super inovador “Desinfectant cleaner for toilet seat”, é só passar no papel higiênico, limpar o assento e ficar feliz!

Outra dos banheiros públicos são os calçados próprios pra usar dentro, chamados de suripas ou algo assim.


Ai ai. Eu amo muito tudo isso!!


Imagens do Wikipedia e do blog MeuJapao!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

1 ano!

Há uns dias atrás fez um ano que estou acá nesse new world! E, inspirada pela questão do querido professor Douglaxxx, venho escrever o que eu acho do Japs. Agora é até mais fácil responder essa pergunta, comparando há um ano atrás quando me perguntavam como era esse novo lugar.

Como dizem os chatos, a gente só aprende a valorizar quando perde. Pois esses chatos estavam certos. Ainda lembro de uma querida foto de São Luís, rumo de onde vim, na qual expressei o quanto realmente faz falta aquele lugar! Saudades muitas das pessoas e, pasmem, da cidade, das coisas do interior da capital, das paisagens, do trânsito, do estresse! Saudade é um sentimento confuso, quando não é de onde saímos é de onde sairemos!

Minha visão de antes sobre o Japs era... era... na verdade não era nada! Acho que nunca parei pra pensar em como seria aqui, como seria a primeira impressão, a segunda, a terceira. Estava mais preocupada com o que deixaria do que com o que me esperava! E também a minha memória me ama muito e me esconde esses detalhes da minha vida.

Pois bem, no dia 15 de Abril de 2007 pousamos no aeroporto de Narita, Tóquio, e de lá viemos para Ueda, Nagano, uma cidadela do interior, que a mãe achava que era como o interior das cidades do Brasil, com uma avenida só e as casinhas do lado. Ha! No caminho pela rua rapidona que agora tem nome, kosoku, já dava pra sentir o ambiente, rápido porém calmo, confuso porém simples, tecnológico porém tradicional.

Chegamos na cidade, e como eu não tinha expectativa ou idéia do que esperar, pra mim era tudo novidade. E só. As maquininhas vendendo coisas foi amor a primeira vista, mas até hoje não sei o nome delas, continuam sendo maquininhas. Tudo escrito em japonês era até humilhante, não saber ler, escrever ou falar foi e ainda é um caos. As paisagens das redondezas são sempre as mesmas, montanhas montanhas e mais montanhas, mas a cada estação é uma visão diferente, a cada dia é uma visão diferente. Pra mim é só uma questão de ponto de vista, parar e olhar para o nada pode mostrar um mundo além ou simplesmente o nada.

A cidadela do interior aqui é até melhor que a capital do Maranhão. No sentido de estrutura, comércio, e, principalmente, limpeza. O que eu mais gosto é como tudo é limpinho! Aqui tem muitas muitas muitas plantações de arroz, muito mesmo, e o que irriga tudo isso são os riozinhos, ramificações do rio, que correm por tudo quanto é rua e lugar! É difícil entrar em uma rua e não ver um pedaço do rio Chikuma correndo, limpinho feliz e saltitante. E eu sempre penso, se fosse no Brasil só teria lixo, no mínimo! Chega até ser encantador como tudo é organizado, bem feito, bem pensado, conservado.

Mas taaanta organização na verdade nunca me incomodou, ao contrario de outros tantos que não suportam esse jeito japs de viver. É ótimo morar numa vizinhança em que os vizinhos hibernam tanto quanto você, que ninguém fica tomando conta do que você faz ou deixa de fazer, que as ruas são desertas, porém seguras, que não há vizinhos barulhentos que ficam ouvindo forró madrugada a dentro...

Entretanto, uma coisa, que não chega a me incomodar muito, é chata. Essa tal de maquinização, os seres livres virando máquinas, essa impessoalidade, a falta de idéias próprias, o tradicionalismo exagerado com certas coisas. A falta de surpresas, é tudo pré-pensado, até as falas das pessoas já são esperadas, as expressões.

O que salva é que nem todos são iguais, e que o respeito em geral com o próximo é fundamental e principalmente presente.

Enfim, acá estou ainda pensando o que penso desse lugar, concluindo que continuo e continuarei pensando, até que um dia concluirei os meus pensamentos.